sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Das pessoas que preciso conviver...


Eu faço parte de um projeto da minha Universidade que atua como um cursinho comunitário pré-vestibular. O projeto em si é bacana, alunos universitários dando aulas para alunos que pretendem entrar na faculdade. Mas o que parecia ser uma coisa legal, super ótima de se fazer está se tornando um mini tormento pela necessidade de trabalhar com o cruzamento dos “hippies” com os “alternativos”.  Que as forças do universo me perdoem por essa generalização, tomara que eu esteja cometendo um erro terrível e adicionando nesta lista boas pessoas, mas infelizmente boa parte dos que me irritam possuem esse perfil. Mas se tem uma coisa que é batata dentro de uma universidade pública é que os “alternativos”, vulgo hiponga.
Como identificar? Na minha fa(cu), eles estão concentrados na área sul, tem alguns playbas na área norte e eu to lá no extremo norte. A maioria deles fazem cursos de humanas, principalmente Sociais, filô ou Pedagogia, além do maior clichê, também estão na biologia. Respirei bem fundo pra dizer isso porque faço um curso de biológicas, mas não cruzamos em sala então na teoria está tudo bom.  Mas vem cá, juro que não quero propagar preconceitos baratos, mas estou tentando desabafar a partir das sofridas minhas experiências.  Não queria cometer injustiças, mas vamos afunilar direito pra não cometer injustiças  se tem alguma coisa de hiponga aliado com algo pseudointelectual:  BINGO, são essas que eu estou falando.
Esta me irritando os clichês revolucionários. Quer um mundo melhor? Não me diga, que coincidência. Até hoje não conheci ninguém que não quisesse também. Numa dessas as maiores atrocidades do mundo foram feitas em prol de um mundo melhor.  Essas pessoas que me deixam doidas são aquelas que estudam em cursos de humanas, mas não são bem elas por que tem uma galera do curso de biologia que me mata de desgosto de estarmos no mesmo “Centro”.  
Pra trabalhar é um inferno mesmo, porque inconveniência rola direto. Eu não gosto de reunião, odeio a formalidade e detesto principalmente quando um assunto pula pro outro. Mas se tem que resolver em conjunto, vambora dialogar. Isso tem que rolar em qualquer área, em qualquer serviço. Mas se tem um “hiponga-alternativo” no recinto, benzadeus, é pedir que aquilo tudo se alongue e do nada estaremos discutindo sobre a metafísica da palavra discussão. Eu me sinto como se estivesse sido obrigada a ir para uma mesa de bar, acompanhando uma conversa chata da qual eu não queria participar, rolando uma festa estranha com gente esquisita, e ainda ter que ficar quieta porque “deus me livre abrir a boca” e prolongar o sofrimento.  O que me alivia, em partes, é olhar para a cara de muitos companheiros e eles estão ali ó, comigo, na mesma situação. Uma pena que eles disfarçam melhor, um dia  eu vou chegar nesse estágio da evolução.
Mas pensa que se você optar em ficar quieto, a situação melhora pra você? Se enganou, meu bem. Automaticamente você passa para o posto de “não comprometida com o projeto”, sem visão, pessoa que não tem garra e não esta ligando pro projeto. E se você um dia estourou e resolveu falar o que acha? Entrou no time de persona non grata e passou a ser uma reacionária. Tem que ser resistente se continuar, porque a maioria acaba saindo pra se dedicar ao que importa de verdade: a graduação. Tem que ter culhões pra continuar. Quando você se estressa com um deles, ganhou a rixa com a corja toda. O pior é ter que enfrentar os golpes baixos nas discussões: vontade é de enfiar uma caneta na jugular do indivíduo. Pena que dá cadeia.

 Eu tinha um professor da “área Sul” que eu, particularmente, gostava. O cara tinha uma aula legal e ali ele falou o que precisava e ponto. Convenhamos que ele tinha umas ranzinisses, daqueles professores chatinhos, mas quando a gente presta atenção no que o cara fala fez sentido, ele fica feliz e todos sorri. Portanto ao a experiência foi boa. Vai conversar com o povo do curso do ser: ou ele é amado ou é detestado. Curiosamente que quem gosta dele são os tranqüilos, quem odeia são os “alternativos-ripongas” respondendo que ele não dava bola pra eles, chamando-o de crica, preconceituoso. Ele era mesmo, com eles. Tinha preconceito com os "mimimi" e "sem noçãozisse". Concluindo que até mesmo quem convive dentro do curso não agüenta esses seres. Discutir pra quê? Rugas antes da hora.

Vou assumir: sou neurótica e ponho fé no que São Tomé diz sobre “Acredito vendo”. Meu nível de chatice não tá muito longe. Mas eu não acredito em “achômetro”, acredito em comprovação científica, ok, no mínimo o que já deu certo. Não estou pedindo que seja de acordo com as idéias positivistas, aceito as pesquisas fenomenológicas. Sujeito pode escolher a metodologia que quiser, mas é fundamental estar de acordo com as bases epistemológicas de pesquisa ok. E quando falar de um autor, por favor, que venha com as referências bibliográficas coisa que galerê adora citar da boca pra for. Se não, nem estou pondo muita fé viu. Não agüento pessoas que ficam bedelhando, filosofando em pequenas frases e que só enrolam no processo de produção. Fala muito, fala muito, faz pouco e bem pouco.

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