quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Embalos de uma terça feira a noite

Eu simplesmente surtei essa noite, queria sair. To há mó cara sem sair, nem mesmo um carnaval decente rolou pra mim. Liguei o F-o-d-a-s-e e... fui atormentar casa alheia. Peguei minhas trouxinhas e fui parar na república de alguns amigos. Vejam bem, não fui convidada, mas uma que somos chamados de agregado, temos uma certa liberdade sofazística. Sobrou cama, somos bem-vindos.
Lá vai eu então, com minha mochila armada com tudo para passar uma noite de sossego. Vou chamar minha amiga pra sair 10:30 da noite e ficamos prontas... meia noite e meia. Duas bestas achando que os bares desta cidade universitária ficam abertas até esse horário. Parece estranho mas a vida boemia nos bares daqui são assim. Santa inocência de acharmos que tudo estaria esperando por nós.
A opção se torna ir NO HABIBS. Eita, parece programa de família mas NÃO É. Veja bem, era pra ser uma visita rápida, assim ó pra comer uma coisinha e achar alguma república pronta para nos acolher. Nesta linda cidade, principalmente nessa época do ano, mocinhas não costumam pagar. Como é muito cheio de homem nesse lugar abençoado, já vi discursos do tipo "Prefiro pagar 40 dinheiros e as mulheres pagarem uma micharia, do que pagar mais barato e não ver mulher". Portanto, vinde a mim. Veja bem, não é machismo. Esta mais pra, regras do mercado, o valor varia conforme a oferta né.
Acontece que o cardápio do habbibs falou mais alto. Depois de um ano e la vai cacetada sem pisar por la, gente tinha muita novidade. E o negócio falou mais alto em mim e na minha amiga. A gente começou a comer e ser feliz comendo. Só que as pessoas iam chegando, isso uma e meia da madruga. Parece estranho falar, mas provavelmente as festas começaram as oito da noite, então a noite ja tinha rendido pra muitas pessoas. E a gente nem tinha começado.
Só sei que minha amiga encanou de pedir um chopp, e pra surpresa de geral "Compre uma caipirinha e ganhe um chopp por míseros 4,80". Mas se a esmola é grande o santo desconfia. Não caiam nessa pelo amor, porque neuronios nós duas... não temos, pelo menos quando envolve bebidinhas femininas. Resultado, eu estou escrevendo ainda meio alcoolizada e com dor de cabeça! Não quero nem imaginar o que vai ser amanhã. e isso que não era nem um copo americano. Mas sabe o que é isso "A Pinga não compensa". Pense no seu fígado, smirnoff pra cima.
Lá na saída, chegou uns meninos de táxi. Primeiro: mas só pode ser bixo mesmo ein, pra ir de TAXI NO HABIBS. Mas enfim, nem vou falar que nego tem direito a gastar com o que quiser, mas que bixo é burro, isso sim, bixo é muito burro.
segundo: Táxi pergunta justo pra gente se a gente queria ir pra algum lugar. O que me passa na cabeça: Pedir carona! é óbvio. Só assim , de zoeira. Lembrei de um amigo porra loka falando que o sonho dele era pedir carona pra táxi. E olha só a resposta que eu ganho "Se vocês forem pro mesmo lugar que eu dou sim". Haha. Prefiro andar a pé mesmo.
Quer saber, e karma foi muito bondoso comigo e com a minha cumpanhera. Chegando próximo a república, a gente viu um bando de guris saindo de uma rep aleatória. Haha ô maravilha de se admirar a distancia. Mas neguinho num era bobo e la vem de carro atras de nós pra xavecar. Sou difícil mas tipo assim não sou impossível né, e sou aberta as conversações principalmente se há simpatia. Longe de mim ser chata né, principalmente porque o que hoje você despreza, amanhã você desejará!
Eis que minha amiga, que antes nem ia dar bola pro meninão agora ta suspirando do meu lado por ele. Infelizmente esquecemos do fundamental: perguntar o nome do indivíduo. Mas, porém, contudo, neste momento entra no carro o amigão dele, que por sinal, lá no meu primeiro ano já fui devidamente apresentada a esse ser especial. Mas foi lindo ele querendo saber do meu facebook "Ah mas eu ja conheço você... vc é uma pessoa mágica". Incrível, hahahaha, ótimo em desaparecer. Mas é legal ter história pra contar. rs
E assim termina minha odisseia. Mas o legal de morar por aqui é que você sai pras coisas mais mínimas, como comer uma esfirrinha de espinafre (num tem) e um pastel de Santa... ops... pastel de Belém e ja tem história pra contar.

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