sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Das pessoas que preciso conviver...


Eu faço parte de um projeto da minha Universidade que atua como um cursinho comunitário pré-vestibular. O projeto em si é bacana, alunos universitários dando aulas para alunos que pretendem entrar na faculdade. Mas o que parecia ser uma coisa legal, super ótima de se fazer está se tornando um mini tormento pela necessidade de trabalhar com o cruzamento dos “hippies” com os “alternativos”.  Que as forças do universo me perdoem por essa generalização, tomara que eu esteja cometendo um erro terrível e adicionando nesta lista boas pessoas, mas infelizmente boa parte dos que me irritam possuem esse perfil. Mas se tem uma coisa que é batata dentro de uma universidade pública é que os “alternativos”, vulgo hiponga.
Como identificar? Na minha fa(cu), eles estão concentrados na área sul, tem alguns playbas na área norte e eu to lá no extremo norte. A maioria deles fazem cursos de humanas, principalmente Sociais, filô ou Pedagogia, além do maior clichê, também estão na biologia. Respirei bem fundo pra dizer isso porque faço um curso de biológicas, mas não cruzamos em sala então na teoria está tudo bom.  Mas vem cá, juro que não quero propagar preconceitos baratos, mas estou tentando desabafar a partir das sofridas minhas experiências.  Não queria cometer injustiças, mas vamos afunilar direito pra não cometer injustiças  se tem alguma coisa de hiponga aliado com algo pseudointelectual:  BINGO, são essas que eu estou falando.
Esta me irritando os clichês revolucionários. Quer um mundo melhor? Não me diga, que coincidência. Até hoje não conheci ninguém que não quisesse também. Numa dessas as maiores atrocidades do mundo foram feitas em prol de um mundo melhor.  Essas pessoas que me deixam doidas são aquelas que estudam em cursos de humanas, mas não são bem elas por que tem uma galera do curso de biologia que me mata de desgosto de estarmos no mesmo “Centro”.  
Pra trabalhar é um inferno mesmo, porque inconveniência rola direto. Eu não gosto de reunião, odeio a formalidade e detesto principalmente quando um assunto pula pro outro. Mas se tem que resolver em conjunto, vambora dialogar. Isso tem que rolar em qualquer área, em qualquer serviço. Mas se tem um “hiponga-alternativo” no recinto, benzadeus, é pedir que aquilo tudo se alongue e do nada estaremos discutindo sobre a metafísica da palavra discussão. Eu me sinto como se estivesse sido obrigada a ir para uma mesa de bar, acompanhando uma conversa chata da qual eu não queria participar, rolando uma festa estranha com gente esquisita, e ainda ter que ficar quieta porque “deus me livre abrir a boca” e prolongar o sofrimento.  O que me alivia, em partes, é olhar para a cara de muitos companheiros e eles estão ali ó, comigo, na mesma situação. Uma pena que eles disfarçam melhor, um dia  eu vou chegar nesse estágio da evolução.
Mas pensa que se você optar em ficar quieto, a situação melhora pra você? Se enganou, meu bem. Automaticamente você passa para o posto de “não comprometida com o projeto”, sem visão, pessoa que não tem garra e não esta ligando pro projeto. E se você um dia estourou e resolveu falar o que acha? Entrou no time de persona non grata e passou a ser uma reacionária. Tem que ser resistente se continuar, porque a maioria acaba saindo pra se dedicar ao que importa de verdade: a graduação. Tem que ter culhões pra continuar. Quando você se estressa com um deles, ganhou a rixa com a corja toda. O pior é ter que enfrentar os golpes baixos nas discussões: vontade é de enfiar uma caneta na jugular do indivíduo. Pena que dá cadeia.

 Eu tinha um professor da “área Sul” que eu, particularmente, gostava. O cara tinha uma aula legal e ali ele falou o que precisava e ponto. Convenhamos que ele tinha umas ranzinisses, daqueles professores chatinhos, mas quando a gente presta atenção no que o cara fala fez sentido, ele fica feliz e todos sorri. Portanto ao a experiência foi boa. Vai conversar com o povo do curso do ser: ou ele é amado ou é detestado. Curiosamente que quem gosta dele são os tranqüilos, quem odeia são os “alternativos-ripongas” respondendo que ele não dava bola pra eles, chamando-o de crica, preconceituoso. Ele era mesmo, com eles. Tinha preconceito com os "mimimi" e "sem noçãozisse". Concluindo que até mesmo quem convive dentro do curso não agüenta esses seres. Discutir pra quê? Rugas antes da hora.

Vou assumir: sou neurótica e ponho fé no que São Tomé diz sobre “Acredito vendo”. Meu nível de chatice não tá muito longe. Mas eu não acredito em “achômetro”, acredito em comprovação científica, ok, no mínimo o que já deu certo. Não estou pedindo que seja de acordo com as idéias positivistas, aceito as pesquisas fenomenológicas. Sujeito pode escolher a metodologia que quiser, mas é fundamental estar de acordo com as bases epistemológicas de pesquisa ok. E quando falar de um autor, por favor, que venha com as referências bibliográficas coisa que galerê adora citar da boca pra for. Se não, nem estou pondo muita fé viu. Não agüento pessoas que ficam bedelhando, filosofando em pequenas frases e que só enrolam no processo de produção. Fala muito, fala muito, faz pouco e bem pouco.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Sindrome do Peter Pan de Saias

Sou uma procrastinadora. Atrapalhada. Hiperativa, Impulsiva, Indomável, Desatenta e Bocuda. Péssima aluna, com muito esforço e dedicação para tal atividade. Dúbia, quero duas coisas opostas e ao mesmo tempo, agora. Não sou certinha, procuro ser ética. Não sou calma e não penso em uma coisa só. O sangue corre quente pelos meus vasos, mas esfria nas extremidades. Não sou de briga, mas adoro ver barraco alheio. Dou risada alto, não sei falar baixo.

Gosto de paquerar, não perco meu tempo fingindo que sou difícil. Eu não preciso de ninguém que não queira estar comigo. Tento ser a melhor companhia, insistentemente, para quem está do meu lado. Tenho ótimos amigos, que me amam mesmo que eu seja uma chata e me emociono quando eles falam que sentem minha falta. Não gosto de gente que banca o malandro, na Escola da Malandragem eu era usada de exemplo. Sou chata a beça quando quero e também quando não quero. Mas pareço ser legal.

Quando chegar na minha casa, não repara na bagunça. Mas se reparar, favor me ajudar a limpar, pois é visível que não estou dando conta.Não sei guardar muitos segredos meus, mas vou tentar armazenar alguns aqui, em um blog. Pra ver como não sei guardar mesmo.Eu sou uma Pollyana, alguém que após os vinte anos ainda faz o jogo do contente e então seria interessante ser chamada assim.

Pela milesima vez fui tentar criar outro blog e pela 999º tentativa, voltei nesse daqui, morrendo de vergonha das coisas que escrevi. Mas como quem não tem cão, caça como gato, lá vai eu continuar aqui de novo. Como diz o título deste texto, sou uma Peter Pan de saias: quero crescer mas não consigo.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Certas coisas passam batidas, mas jamais despercebidas

Essa é a frase de uma amiga minha e eu acabo sempre falando quando eu constato que mentiras bobas são para esconder outros fatos mais cabulosos. Pareço ser distraída e talvez seja mesmo, aliada com uma ingenuidade que está ali colada com as de uma criança de seis anos de idade. Minha cara mostra que eu estou divagando para diversos lugares sempre quando estou entediada e para alguns eu devo ser uma isca fácil para ser feita de trouxa. Como eu disse, muita coisa passa batido mas não passa despercebido e eu tenho boa memória para alguns detalhes. Talvez eu seria mais feliz se eu não tivesse, porque acabo remoendo tudo e criando teorias.

Mas isso me faz uma completa idiota? Acho que não, pelo menos não cem porcento. Acontece que, mais do que nunca, pessoas conseguem subestimar e é nessas eu vejo as pessoas mais espertas cometendo os deslizes mais inesperados. Boas delas se referindo a minha pessoa. Sinto dizer mas é engraçado de ver, ouvir e falar. Como é que tem gente que ainda não aprendeu que somos menos espertos do que imagina e o outro é bem mais capaz do que suspeitamos? Nunca é uma boa subestimar muito os outros, assim como não é muito bacana gritar aos quatro ventos de todos nossos poderes. Falo isso porque também cometo o mesmo erro, ok. Prepotência, a gente vê por aqui, mas muito menos que em outros lugares.

Era isso que eu queria entender, o que se passa por uma mente prepotente (olha a rima). Qual a sensação de ser passada pela perna?

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Eu sou louca?

Hoje eu fui chamada de louca. Até então, sem novidades. Todos os santos dias da minha vida eu ouço isso "P* é louca", "oi, louca", " Aêe sua louca". Eu tenho um grupo de amigo, que pra me diferenciar de uma xará me chamam de "P*loka" e que é pra eu ficar feliz porque a outra tem um apelido pior. Assim, acostumei ouvir vira e mexe de alguns amigos .Agora ouvir do nada, em uma situação totalmente aleatória "Ah ela é louca". DOEU.

A situação foi essa, minha pessoa inserida em mais uma das reuniões chatas do projeto que faço parte morrendo de tédio e usando o computador para fazer um dos meus outros trabalhos. Coordenador mala me chamando a atenção sobre a minha opinião e eu  divaguei MESMO, porque nãoestava prestando atenção. E dai? de quebra fui chamada de louca por alguma aleatória. Quando eu ouvi a voz me chamando de louca eu não reconheci. Eu não sabia quem era, só percebi que era de alguma mulher e não devia ser uma das minhas colegas. Eu tenho um leque de opções de quem foi, não que eu esteja investigando, mas sinceramente as candidatas não estão ali tão atrás de mim.

Mas quem tem o direito de falar "essa ai é louca". Principalmente sem eu ter feito nada de específico para a pessoa. Como é que alguém consegue ser tão aleatório, e na minha simples divagada me chama de louca sem ter trocada ideia comigo.Não sei o que é pior. Um dos meninos que eu estava de olho, mas que não me quer, chega e me diz "Você é louca". Bem, pelo menos tá explicado porque ele não está afim portanto bora superar. Quer saber, posso dizer com a mais calma do mundo que mais louco é quem me diz. E essa pessoa nem deve ser muito feliz (pelo menos se for quem eu to pensando).

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Daqueles comentários que era melhor não ter feito

Antes de contar meu causo, já percebeu que refrigerante de garrafa é o melhor? Abençoado seja quem foi a boa idéia que falou "Vamos voltar a ter refrigerante em garrafa". É bem mais barato que comprar em garrafa PET e tomara que seja menos poluidor, porque é bom ter alguma dose de comportamento correto por aqui. Aconteceu que bateu uma larica absurda por Guaraná Antartica em mim, e não ia virar nem Coca-cola. Era Guaraná e ponto.

La vai eu pegar minha garrafinha de vidro, minhas moedinhas de 5, 10 e 25 centavos, completando um real. Pensei assim ó: vamos primeiro no mercadinho que tem aqui antes de ir pro Supermercado maiorzinho, que fica em outra direção. Preguiça né, a gente se vê por aqui.

Fui lá, não tinha o meu Guaraná só Tubaína. Também curto Tubaína, mas lombriga é coisa que a gente tem que respeitar . Eu ia desencanar e ir pro supermercado mas ela adiantou e falou: vai no bar que tem passando essa rua e virando a esquerda. Bar? Meio dia. Bem deve estar vazio então bora.

Quem dera, que engano. Estava só os Tops da manguaça por lá, mas né. Eu não tenho muita moral pra falar de álcool (quem sou eu na noite, né?), mas meio dia só meio dia beber destilado, não aprovo e não gosto mesmo. Se fosse champanhe eu até perdoava. Mas o problema que o bar tinha um fedô, e uma capa de sujeira, eu não sei se era tecnobrega ou sertanejo das antigas mas tava por ali sabe e aquele clima inadequado para mocinhas indefesas que nem eu. Sem ironias, querendo ou não né, não recomendamos. E pra piorar minha situação: não tinha mais guaraná antartica de garrafa. Só Tubaína. Si mata né.

La vai eu toda tristonha, procurando moeda na rua porque eu comprava até a latinha que custa 2 reais. Que mundo cruel é esse que a lata de alumínio com 350 ml custa o dobro que a garrafa de vidro com um litro? A moça estava na porta do  mercadinho, eu falei que não consegui e de quebra ja falei que achei o bar lá super esquisito, ecati, lugarzinho horroroso. Quem derá eu não ter dito isso, vai por mim, quem dera. A moça fechou a cara pra mim e ficou quieta. Nunca mais me tratou (super) bem no mercadinho. Vou descobrir alguns dias depois que o bar era do pai dela. Parabéns pra mim e minha boca, ótimo momento pra ter ficado. Tô certinha com essa minha boca. E como Karma é uma coisa que persegue, também não consegui beber meu guaraná antarctica.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Nem sempre eu fico em casa enfurnada em uma livros por todos os lados e dormindo em uma cama cheia de roupas. Imagina. De vez em quando eu costumo sair também. Ok a cada dia que passa isso se torna mais raro, mas quando eu saio pras baladas de repúblicas da vida eu gosto de me jogar mesmo, de conhecer indivíduos que só verei em outra festa aleatória e a gente mal se cumprimenta, de fazer danças esquisitas até mesmo em cima do freezer Enfim, ontem foi um desses dias cheios de histórias pra contar e vou repassar a vocês.

Nem vou me ater muito na parte que chega eu e as amigas na porta da festa e aparece uma menina e um menino falando que "Só queriam falar que Deus nos amava, que protegia nossa família e que ele estava nos acompanhando". Agradecemos é óbvios, mas entre nos ficou o pensamento "Legal que ele nos ama, manda um beijo, e pode andar sempre com a gente que vai se divertir muito". Uai, sério que neguinho quer me dar um sermão disfarçado pra eu me sentir mal e voltar embora pra minha casa? Ah nem pensar. Bem, mas como eu me considero uma pessoa espiritualizada, acredito que se era pra ser um sinal era mais pro tipo "Se divirtam gurizada que hoje a noite é de vocês". E foi o que rolou, muita risada e das boas, com direito a eu fazer Limão, sal grosso e cerveja.

Eu ri mesmo, quanto nerd juntos. Posso dizer que ja aprendi a brincar de Open Bar e não fico mais alucinada em dizer dizer "Enche o tanque!". Hahaha. Já fui dessas. Agora sou mais comportada. Só que não né. Então, na cervejada do ano passado eu conheci um amigo. Ele abordou a mim e a outro grupo de amigas dizendo "Oi Sou fulano de Tal, bixo do curso X e estou aqui para SERVI-las" e assim tivemos um garçom particular. Atendimento personalizado. Esse mesmo virou veterano e descolou um bixo pra ser nosso garçom. Foi exigência minha se não nem ia.

Veja bem, eu queria um bixo BONITO, SiMPÁTICO, nem falo de inteligencia porque pra entrar em Engenharia, por favor né. Mas aparece um magrelinho e tal. Fiz uma cara de serve, mas se eu achar outro melhor eu troco. Ah mas nada vem por acaso nessa vida. Pergunto da onde que o menino é e ele me diz "ITXXXXXXX". Desceu Crodoaldo Valério em mim, "Para tudo!!!!". Menino bixão era meu conterrâneo e como sou uma pessoa muito protetora, já fui dando um trilhão de dicas. Só sei que terei caronas garantidas por um ano. Com direito a quase ter saido na pancadaria com um veterano do curso dele mto blé o maltratando. Num admito tratarem mal ninguém na minha frente, até porque só eu posso. Sei que o bixo ganhou o apelido de "Steve Jobs", mas no ápice da minha malignidade fiz o favor de trocar o apelido pra "Dobby". Hahaha sempre sonhei ter um Elfo Doméstico. hhhehee Morram de inveja!

Ai que sei lá que bixão tava de zolho na lateral com uma guria lá. Detalhe: garoto diz que tem namorada na minha cidade. Puxo a criança pra um canto e falo "Aprende outra lição: O que o amor constrói, vida festeira de faculdade destrói. Você realmente quer entrar nessa estatística". Haha que murta deliciosa de dar. Bixão se comportou direitinho depois. Pesar na orelha dos outros é comigo mesmo.

A cereja do bolo da noite foi um copo de plastico, groselha CONCENTRADA, muito gelo e um dedo de algum destilado. Era fim de noite, estamos todos conversando e só eu sentada em um sofá fazendo imitação de Dom Vito Corleone. Eu tive a brilhante ideia de fazer que o copo era um Gatinho. Eu não sei exatamente o movimento, só sei que por um segundo pareceu que minha mão tomou vida e realmente quis jogar a bebida no meu colo e TCHARAM. Levantei daquele jeito, berrando. Uma amiga pergunta o que era aquele vermelhão em cima de mim.

_ É sangue. Você num ta vendo que to tendo uma hemorragia aqui. Tô menstruada.

Escândalo é pouco né, porque foi o exato minuto que tudo ficou queto. Adoro esses momentos de emoção pura sabe. Logo em seguida um brincadeirinha e voar pro banheiro da casa.
Enfim, pelo menos agora posso olhar pra esse ano que esta vindo e dizer que sai pelo menos uma vez nesse ano. Ou poder ao menos dizer "Ah lá na cidade que eu estudo rola festa open bar, mulher num paga nada e ta cheio de homem". Se isso é estar na pior... Poham.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Embalos de uma terça feira a noite

Eu simplesmente surtei essa noite, queria sair. To há mó cara sem sair, nem mesmo um carnaval decente rolou pra mim. Liguei o F-o-d-a-s-e e... fui atormentar casa alheia. Peguei minhas trouxinhas e fui parar na república de alguns amigos. Vejam bem, não fui convidada, mas uma que somos chamados de agregado, temos uma certa liberdade sofazística. Sobrou cama, somos bem-vindos.
Lá vai eu então, com minha mochila armada com tudo para passar uma noite de sossego. Vou chamar minha amiga pra sair 10:30 da noite e ficamos prontas... meia noite e meia. Duas bestas achando que os bares desta cidade universitária ficam abertas até esse horário. Parece estranho mas a vida boemia nos bares daqui são assim. Santa inocência de acharmos que tudo estaria esperando por nós.
A opção se torna ir NO HABIBS. Eita, parece programa de família mas NÃO É. Veja bem, era pra ser uma visita rápida, assim ó pra comer uma coisinha e achar alguma república pronta para nos acolher. Nesta linda cidade, principalmente nessa época do ano, mocinhas não costumam pagar. Como é muito cheio de homem nesse lugar abençoado, já vi discursos do tipo "Prefiro pagar 40 dinheiros e as mulheres pagarem uma micharia, do que pagar mais barato e não ver mulher". Portanto, vinde a mim. Veja bem, não é machismo. Esta mais pra, regras do mercado, o valor varia conforme a oferta né.
Acontece que o cardápio do habbibs falou mais alto. Depois de um ano e la vai cacetada sem pisar por la, gente tinha muita novidade. E o negócio falou mais alto em mim e na minha amiga. A gente começou a comer e ser feliz comendo. Só que as pessoas iam chegando, isso uma e meia da madruga. Parece estranho falar, mas provavelmente as festas começaram as oito da noite, então a noite ja tinha rendido pra muitas pessoas. E a gente nem tinha começado.
Só sei que minha amiga encanou de pedir um chopp, e pra surpresa de geral "Compre uma caipirinha e ganhe um chopp por míseros 4,80". Mas se a esmola é grande o santo desconfia. Não caiam nessa pelo amor, porque neuronios nós duas... não temos, pelo menos quando envolve bebidinhas femininas. Resultado, eu estou escrevendo ainda meio alcoolizada e com dor de cabeça! Não quero nem imaginar o que vai ser amanhã. e isso que não era nem um copo americano. Mas sabe o que é isso "A Pinga não compensa". Pense no seu fígado, smirnoff pra cima.
Lá na saída, chegou uns meninos de táxi. Primeiro: mas só pode ser bixo mesmo ein, pra ir de TAXI NO HABIBS. Mas enfim, nem vou falar que nego tem direito a gastar com o que quiser, mas que bixo é burro, isso sim, bixo é muito burro.
segundo: Táxi pergunta justo pra gente se a gente queria ir pra algum lugar. O que me passa na cabeça: Pedir carona! é óbvio. Só assim , de zoeira. Lembrei de um amigo porra loka falando que o sonho dele era pedir carona pra táxi. E olha só a resposta que eu ganho "Se vocês forem pro mesmo lugar que eu dou sim". Haha. Prefiro andar a pé mesmo.
Quer saber, e karma foi muito bondoso comigo e com a minha cumpanhera. Chegando próximo a república, a gente viu um bando de guris saindo de uma rep aleatória. Haha ô maravilha de se admirar a distancia. Mas neguinho num era bobo e la vem de carro atras de nós pra xavecar. Sou difícil mas tipo assim não sou impossível né, e sou aberta as conversações principalmente se há simpatia. Longe de mim ser chata né, principalmente porque o que hoje você despreza, amanhã você desejará!
Eis que minha amiga, que antes nem ia dar bola pro meninão agora ta suspirando do meu lado por ele. Infelizmente esquecemos do fundamental: perguntar o nome do indivíduo. Mas, porém, contudo, neste momento entra no carro o amigão dele, que por sinal, lá no meu primeiro ano já fui devidamente apresentada a esse ser especial. Mas foi lindo ele querendo saber do meu facebook "Ah mas eu ja conheço você... vc é uma pessoa mágica". Incrível, hahahaha, ótimo em desaparecer. Mas é legal ter história pra contar. rs
E assim termina minha odisseia. Mas o legal de morar por aqui é que você sai pras coisas mais mínimas, como comer uma esfirrinha de espinafre (num tem) e um pastel de Santa... ops... pastel de Belém e ja tem história pra contar.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Agora eu quero mudar

Eu resolvi mudar, me tornar outra pessoa. Um dia eu conversei com a minha orientadora e ela me falou que pode ser meio perigoso ter uma vida exposta em blog, facebooks, orkuts e afins. Não que eu tenho medo. Pra falar a verdade, eu não tenho muito medo se alguém, nesta altura do campeonato descobrisse meu blog. Eu gosto dele e não me arrependo de nenhuma coisa da qual escrevi e postei aqui. Também não postei nada que queime tanto o filme, principalmente porque eu costumava postar mais quando era "nova", isto é, quando eu tinha 20 aninhos (mas não faz tanto tempo assim não).

Bateu uma idéia. Vou aproveitar que tenho o uma inveja branca do Clark Kent, Peter Parker e Selina Kyle por terem uma identidade secreta.

Eu sempre gostei do nome Pollyanna e esse nome tem uma sonoridade bonita. Não vou jogar na minha futura herdeira um nome que eu queria ter pra mim . Gostei por causa dos livros e, por mais que eu pareça falar que nem malandra às vezes, pode crer que sou muito Pollyanna, procurando ver o lado bom de tudo. Odeio admitir mas sou boazinha demais da conta () e vai rolar brigas internas aqui dentro da minha cabeça pra sempre. Eu quero ser eu mesma, mas agora quero ter um nome diferente pra expor em forma de texto.

Eu penso em nome de filhos desde que eu me conheço por gente mas não dá pra por esse nome na minha futura cria . Vou por um nome na qual "eu queria pra mim", que me lembra algo que eu identifico, na qual eu queria trabalhar com meus demônios? Nem nem. Principalmente porque eu fui atrás do significado e, pasmem, não tem significado. Hahaha. Portanto, perfeito pra eu usar .

Pros quem leram tudo e sabem minha verdadeira identidade. Legal gente. Também o nome que esta na certidão lindo de morrer, talvez mais bonito que o nome Pollyanna. Mas só deixa eu dar uma inovada vai, trocar um pouco. É algo que nem a pasta de dente. Antes de Sorriso era Kolynos. O produto é o mesmo, suas fórmulas químicas, o sabor, os donos, a marca, tudo como sempre. Mas mudou só o nome. Só isso.

Deve ser pra ter mais liberdade e tem algo que eu aprendi a valorizar e a tal "Liberdade Liberdade, abre as asas sobre nós". E junto com tudo isso vem a vontade de ser mais atrevida nas coisas que eu digo. Alias, quer mais atrevimento é de querer trocar a forma como é chamada nos 45 do segundo tempo? Acho digno.

Portanto venha passear no mundo mágico de Pollyanna você também! Ah pros intimos também pode me chamar de Polly.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Alcance os sonhos: corra pra padaria

Eu tinha visto no facebook naquelas comunidades "Como seu signo se veste" uma foto de um shorts-saia que adorei . Na verdade odiei quando eu vi a roupa do meu signo e comecei a fuçar nas e me apaixonei pela de virgem. Falei pra mim mesma: "vou mandar fazer a tal saia de todos os jeitos nem que custe uma fortuna pra costureira".

Acontece que salvei no computador da minha mãe e em seguida fui viajar. Quando voltei, não consegui mais achar o bendito arquivo. Vasculhei em tudo o que podia mas nada de achar. Pensa que desencanei? Nem morta! Não achei no meu arquivo, então bora vasculhar na net. Ai vi mais modelos, mas nada como o short saia.

Onde é que eu consegui a fonte? No facebook. Então é pra la mesmo que eu tenho que procurar. Vamos lá. Fui no album de semi-conhecidas e vasculhei TODAS AS POSTAGENS das doidas só pra ver o negocio da foto. O problema é que as cidadãs que postam todo santo dia esses negocios de signo são aquelas que também colocam um milhão de coisas babacas. Mas disse pra mim mesma: "Eu quero minha saia". E fui atrás dela. Eu vasculhei todas as comunidades de signo que via.

Juro, se antes eu era simpática a horoscopo, hoje eu to peidando pra tal de tão saco cheio. Mas o importante é que hoje eu vou por minha cabeça no travesseiro e dizer "Eu consegui, achei a foto da saia que eu queria".

Acabei de me olhar no espelho e me sentir um orgulho tremendo de mim mesma. O quanto sou perseverante e determinada até obter o que eu quero. Mas isso é óbvio porque sou escorpiana e só descanso quando o trabalho esta terminado.


E ai, achou que a saia compensou meu esforço? :P

Achar alguém para amar

Ela era menina boazinha que passou por uma situação constrangedora. Tinha 17 anos e nunca fugiu de casa, no máximo dizia aos pais que ia dormir na casa de uma amiga. Seus relacionamentos amorosos não duravam mais de dez minutos e sentia uma pontada de inveja ao ver suas amigas arranjando pretendentes pra namorar. Observava os meninos de sua cidade e os considerava tão interessantes, pena que eles não achassem o mesmo dela. Andava com as meninas mais populares, não como se fosse uma delas, mas como estivesse ali para ajudá-las se arrumar e as divertir.
Muitas vezes das vezes que era abordada pelos garotos, tinha a impressão que eles faziam isso para conhecer as amigas tão mais bonitas que ela. Por isso, que ficou surpresa com uma declaração de amor inusitada na internet. Ela estava ali, abobalhada com um garoto dizendo o quanto estava apaixonado por ela. Eles estudavam na mesma escola, porém em horários diferentes. Não era feio, mas evidentemente acima do peso e um tanto desengonçado. Não se sentia atraída por ele, não tinha a ganhado.
Sua impressão era que ele era bonzinho, aquele em que podia ser considerado inofensivo. Ela percebeu que ele a tratava muito bem e sempre interessado nas coisas que tinha a dizer. Tinha uma boa conversa, apesar de utilizar desastradamente a lábia de galã, sempre chegando muito próximo e utilizando olhares penetrantes até mesmo em conversas impessoais. Muitas vezes se sentiu desconfortável com as aproximações, afastando-se logo em seguida. De certa forma, se fosse um dos meninos que admirava a tratassem daquele jeito, se sentiria muito melhor. Infelizmente eles não a tratavam, faziam isso somente para suas amigas, mas o garoto em questão a tratava assim, muito bem. Ocorreram diversas conversas de mensagem até o dia que o menino disse tudo que ela gostaria de ouvir de um namorado.
Apesar de todos juras de amor e as promessas dita pelo garoto, ela passou a noite chorando, não acreditando na ironia da vida. Tudo o que ela pedia aos seus objetos de amor era ter uma chance pra mostrar como era. Agora foi colocada contra a parede por alguém que dizia sentir o que ela já sentiu. Ah como ela queria ouvir tudo aquilo de alguém que amasse, era um sonho sentir desejada.
Teve a impressão de ser exatamente como o rapaz, considerando-o merecedor de amor e carinho. Ela não sentia nada por ele, mas quem sabe o tempo faria surgir um sentimento. Já imaginou um namoro, por que é óbvio que tudo será muito rápido. Resolveu passar por cima da sua opinião inicial e dar uma chance pro rapaz. Passaria a olhá-lo de outra forma, superaria sua aversão e enfim teria um relacionamento. Enfim teria um namorado, não da maneira que queria, não era bonito talvez nem fosse o suficiente inteligente. Mas namoraria alguém que tratava a bem e aquilo era o mais importante.
Ao chegar à escola, pronta a contar a conversa com uma suposta amiga. Perguntou se ela achava o tal garoto bonito. A resposta era um ar de deboche com um balançar de cabeça de mais ou menos, secamente falou achava que ele fazia um casal simpático com uma garota do turno da manhã, namoravam há meses. Ao ouvir o que a amiga lhe dizia, pensou na possibilidade de engano. Mais tarde ficou sabendo que não era. Várias pessoas que viram a aproximação dos dois, mas ninguém a alertou da situação, pois achavam que ela sabia e era até mesmo proposital. Sentiu-se a pessoa mais ingênua do planeta.
Ao ver o menino olhando pra ela de forma sorridente. Ao se aproximar indagou a ele sobre a verdade. Viu a sua petulância e enfim conheceu a voz sarcástica. Tudo que disse na noite anterior foi que era uma brincadeira da parte dele. Ele dizia sorrindo que apenas queria se divertir com a ilusão. A razão das atitudes? Impossível de saber. Nem mesmo os maiores galinhas juvenis, meninos que realmente arrancam suspiros seriam capazes de ter a mesma atitude em relação a outra pessoa.
Ela foi vitima da sua baixa auto-estima e da dele também, por que não? Jamais percebeu que se tratava de um idiota, não chegando a cogitar a hipótese. A final de contas, uma pessoa normal não gastaria o tempo iludindo o sentimento de outra pessoa, trata-se de uma ação, no mínimo, desnecessária. Na verdade, ela não ouviu, ela leu. Frases clichês, fáceis de serem escritas e mais fáceis de serem copiadas.
Tudo que ela queria era ser amada e por um segundo acreditou naquela declaração vazia. Cometeu o erro ao se calar em uma situação que parou embaixo do tapete. Deixou ser enganada por um pilantra e ainda não o denunciou para a outra garota. Ela foi enganada, mas havia a possibilidade de não acreditar no que era dito. É muito fácil se aproveitar da carência alheia, utilizando palavras e sentimentos vazios para ganhar uma afeição momentânea. Deve ser muito mais fácil fazer armadilhas amorosas do que conquistar alguém de verdade.