domingo, 24 de julho de 2011

Eu quero voltar...

mas não consigo. E agora como é que faz? sacanagem né. Mania besta da gente de dizer que precisa estar inspirado. Pra que? é um simples blog, não é que "meu deus, quero ser famosa". Como dizem meus quase conterrâneos "que dó, que dó".

Resolvi aplicar o copia e cola, do meu único texto do meu antigo blog aqui só pra eu dar inicio em uma nova fase. Prometo que volto, só não sei quando.

Essa historia de blogs começou quando eu tinha uns 13 ou 14 anos vendo um blog de fotos do menino por quem depois eu acabei ficando afim (na época eu o achava o menino mais lindo do planeta). Acabei criando aqueles blogs adolescentes que põe a foto que foi na balada. Eu morria de vontade de escrever sobre as coisas, mas minhas amigas me chamavam de "democrata" por gostar de política. Na verdade, elas nem se referiam a política em si, alias elas nem sabiam o que significava o termo. Tudo bem me chamar assim, se eu fosse americana (ou estadunidense) eu realmente seria democrata, mas minhas amigas da época se referiam a minha incrível capacidade de querer discutir sobre todos os assuntos, por que desde criança eu era assim. Ter uma opinião sobre tudo, e quando não tinha, matutava sobre eles o tempo todo até enlouquecer e chegar a uma opinião: a minha, ou o meio termo, que para os adeptos do "ou tudo ou nada" era nenhum lugar. Entretanto, sempre foi A MINHA OPINIÃO.

O segundo blog que eu criei foi depois de eu ter terminado cursinho, depois de ter entrado na faculdade de Tecnologia em Saúde e ter largado pra voltar pra minha cidade natal, Itapetininga, pra fazer sabeimelá o que. Eu não tinha a menor ideia do que fazer da vida, era uma pessoa que simplesmente estava se recusando a crescer, e durante muito tempo eu fui assim. O que acontece com as pessoas quando elas são assim? Tem muito sofrimento, a angustia dominadora que me fazia ser extremamente problemática. Eu alguém que todo mundo dizia que tinha potencial, mas eu mesma não enxergava nenhum. Desde aquela época eu tinha uma capacidade de observar meu cotidiano, sempre acontecia alguma coisa no meu dia-a-dia que, entre uma situação ou outra, tornava meu cotidiano um pouco mais "animado". Fui descobrir mais tarde que nada mais era do que a famosa sede por viver. Infelizmente eu ainda estava no lugar errado, não estava vivendo a minha Ventura ou o meu caminho. Talvez fosse meu "destino" viver todas aquelas situações para ter formado a pessoa de agora, mas naquela época eu não estava muito certa sobre isso. Creio que hoje eu teria feito as coisas muito diferentes, mas eu também não teria conhecido as pessoas que fizeram diferença na minha vida.

Eu entrei na faculdade achando que seria parte das pessoas mais velhas na sala, a mais madura. Que engano feio. Afastei MUITA gente, tive o primeiro semestre mais depressivo de todos, engordando feio e tendo muitos problemas de relacionamento (e ao mesmo tempo nenhuma briga). Sai dele viva, mas detonada. Eu cheguei a abandonar o meu blog, que tanto adorava, por medo das pessoas que eu estudava conhecerem, e as que me detestavam conheceram e tiveram bons motivos para falar de mim. Aconteceu tanta coisa, muitos não-relacionamentos e tantos não-projetos. Conheci que se eu me considerava uma pessoa estudiosa por conta própria, também era uma péssima aluna em sala de aula.

Quando eu achei que ia me tornar alguém mais centrado nos estudos e acabar com qualquer ficada com esses "meninos fúteis" de são carlos, fui pega por aquele que era "O diferente de todos". Fui descobrir mais tarde que este agia igual aos outros garotos e ainda era O professor. Logo eu, que abominava os galinhas como é que fui cair nas graças de um? Depois de várias paixonites na adolescencia de 5 minutos, eu me dei de frente pela primeira vez com o estado "Apaixonada de verdade". Talvez ele fosse pra ser apenas mais um, mas ele foi o único desses anos todos que realmente me passou a perna, me fazendo de boba na frente das minhas amigas Ele me deixou perguntando "O que eu fiz de errado?". Eu tinha feito muitas coisas. Passei anos sem querer uma relação de verdade por medo. Vi tantas amigas minhas tendo relacionamentos infelizes, xingadas ou enganadas que me recusava a viver como tal. Protegi a mim mesma de certas situações que esqueci de observar o porque daquilo tudo e não deixar acontecer comigo.
Se na época eu considerei tudo como "A humilhação da minha vida", o motivo para eu querer dar o troco de verdade em alguém, nesse instante eu tomo como "O aprendizado". Eu quis entender as situações que faziam minhas amigas e os amigos, a aprender com elas, ouvir o que elas.m Sinceramente, vou ser cuzona em dizer que aprendi muito mais com as cagadas delas do que de fato com as coisas que elas acertavam. Aprendi que o mundo tem regras, maleáveis dependendo da situação, e São Carlos tem as regras bem machistas e duras com as meninas, além de bestas e dispensáveis.

Considero que dei o troco, aprendi mais, fiz uma auto-terapia. Descobri que eu tenho que aprender um monte, mas me descobri. Quis crescer, e sinceramente QUE MULHER! Tive que aprender a "gostar" incondicionalmente, a perdoar, a dar a cara pra bater por uma situação maior. Quer saber, o bom de ser considerada "a louca" é que você pode entrar em situações constrangedoras e conseguir informações que te farão ganhar certas guerras. Tudo é uma questão da sua consciencia e da maneira que vocÊ leva aquilo.

Escrevi um monte para dizer que a pessoa que aqui escreve aprendeu na porrada e através de observações a ser "dona do próprio nariz". Descobri esse ano que tenho Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade, e acrescento a Impulsividade e ainda estamos discutindo sobre a tal Bipolaridade. Pra muita gente isso não é nada, pra mim foi a explicação de muitas coisas. Não estou negando nada do que fiz e do que faço, muito menos dando desculpas esfarrapadas. Mas ja que eu tenho atestado de loucura e ainda em folha amarela, vou usá-la pra dizer que fiz muita bobagem, oloco e como fiz, tudo faz sentido ja que realmente eu tenho os parafusos da cabeça soltos. Mas graças aos céus posso dizer que não fiz como falha de cara ter, e uma das coisas que eu aprendi que minhas bobagens não são nada comparada com as de muita gente. Olha que eu achava que cretinos so tinha na tv.

Pra quem não conhecia a Menina (sem) Veneno, eu me apresento aqui como aquela grandona de vestido e que tem cabelão cacheado. Vixe a menina fala bastante, vem sempre com uma historia pra contar. A safada as vezes tropeça no próprio pé, mas eles estão com melissa (será que aquilo nao machuca o pé?) ou sempre com um tênis branco. Quando conhece a kitnet dela, a primeira coisa que se pergunta é: como é que alguem consegue viver nessa bagunça?

Quer saber? Essa sou eu mesma. E seja bem vindo ao meu ANTIGO lar. Esse é o meu primeiro texto (de volta), e pra não quebrar o clima de magia dele não vou fazer revisão. Até mais.