quarta-feira, 9 de junho de 2010

Bem que poderia ter sido pra mim

Mais uma do Comer, Rezar e amar que ta servindo pra mim

"- Escute aqui, Sacolão — diz Richard. — Algum dia você vai olhar para trás, para este
momento da sua vida, e pensar que época deliciosa de luto ele foi. Vai ver que estava
lamentando a sua perda, e que o seu coração estava despedaçado, mas que a sua vida
estava mudando, e que você estava no melhor lugar possível do mundo para fazer isso.


Aproveite esse tempo, aproveite cada minuto. Deixe as coisas se resolverem.
...
Você se apaixonou por uma pessoa, e daí? Não entende o que aconteceu?
Esse cara tocou um lugar do seu coração mais profundo do que você pensava que era
capaz de alcançar. Em outras palavras, você foi fisgada, menina. (e posso dizer que foi de cara). Mas esse amor que você sentiu foi só o começo. Isso é só o amor mortal, limitado, café com leite. Espere para ver como você é capaz de amar mais profundamente do que isso. Nossa, Sacolão... você tem a capacidade de um dia amar o mundo inteiro. É o seu destino. Não ria."

( o livro fala de um asharam na Índia, mas eu estou no segundo melhor lugar pra esquecer alguem: São Carlos)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Tô afim de falar

Achei esse trecho do livro "Comer, Rezar e Amar" que fala exatamente como eu estou me sentindo no momento. Alias parece que fui eu que escrevi, mas jamais consegueria escrever uma linha do jeito que anda minha cabeça. Fiz algumas alterações... e é óbvio que o meu "david" não se chama david.


"O fato é que eu me viciado em David* (em minha defesa, posso dizer que ele havia
possibilitado isso, já que era uma espécie de homem fatal) e, agora que sua atenção
estava desaparecendo, sofria as conseqüências facilmente previsíveis. O vício é a marca de toda história de amor baseada na obsessão. Tudo começa quando o objeto de sua adoração lhe dá uma dose generosa, alucinante de algo que você nunca ousou admitir que queria - um explosivo coquetel emocional, talvez, feito de amor estrondoso e louca excitação. Logo você começa a precisar dessa atenção intensa com a obsessão faminta de qualquer viciado. Quando a droga é retirada, você imediatamente adoece, louco e em crise de abstinência (sem falar no ressentimento para com o traficante que incentivou você a adquirir seu vício, mas que agora se recusa a descolar o bagulho bom - apesar de você saber que ele tem algum escondido em algum lugar, caramba, porque ele antes lhe dava de graça). O estágio seguinte é você esquelética e tremendo em um canto, sabendo apenas que venderia sua alma ou roubaria seus vizinhos só para ter aquela coisa mais uma vez que fosse.
Enquanto isso, o objeto da sua adoração agora sente repulsa por você. Ele olha para você como se você fosse alguém que ele nunca viu antes, muito menos alguém que um dia sentiu desejo. A ironia é que você não pode culpá-lo. Quero dizer, olhe bem
para você. Você está um caco, irreconhecível até mesmo aos seus próprios olhos.
Então é isso. Você agora chegou ao ponto final da obsessão amorosa – a completa e
implacável desvalorização de si mesma.


O fato de eu ser capaz de escrever calmamente sobre isso hoje é uma grande prova dos
poderes de cura do tempo, porque não encarei os fatos muito bem quando estavam
acontecendo."


Espero que um dia eu possa dizer o mesmo no ultimo paragrafo.