sexta-feira, 22 de maio de 2009

Ai ai dona preguiça não venha me matar

Eu tenho uma amiga que é o cúmulo da preguiça. Eu tenho várias amigas preguiçosas, mas essa ganha de todas. Tanto que usualmente uso o nome dela como verbo significando "Preguiça".
Pois bem, o cúmulo da minha preguiça chegou. Foi bem assim, eu mudei de casa (êee) mas tive que comprar móveis. Normalmente falou em compras e a gente adora. Todo mundo me indicou comprar móveis usados, que não custava muito. A idéia inicial me agradou, bacana economizar uma grana. Aqui, por ser uma cidade com muito universitário, deveria ter uma quantidade boa de móveis usados pra vender. Isso é uma quase verdade.

Imagine andar por uma cidade que você não conhece direito, pra comprar móveis pro seu quarto que tem medidas muito estranhas (não pode ser nada muito grande e nem muito pequeno) e ainda por cima, tudo barato porque a grana é curta.

Lá vai eu pegar ônibus pra chegar no OUTRO LADO da cidade. Antes de mais nada, eu posso dizer pra valer: bixo é burro, sempre burro. Verdade universal. Eu sou a prova viva disso. Eu entrei no ônibus errado. Isso porque ja tinham me falado que era onibus X e Y que me levariam até aonde eu queria. Mas não, bati o olho no Z e achei que também dava, isso sem conhecer direito a região. Danou-se. Desci quadras de distância. Mas so tenho a acrescentar que o povo exagera também, cinco quadras de distância não dá meia hora de caminhada viu. Eu posso garantir que fiz em 15 minutos, em um sol quente e sombras geladas de Sanca.

Chegando lá, esqueci de anotar no papel as medidas do meu quarto. Ai eu também percebi que naõ tinha minima ideia de preços pra móveis. Então descobri que tem muito móveis que a gente não tem mínima ideia se realmente vale aquilo que aparenta ser. Então percebe-se que vivemos em um mundo capitalista, e que tem horas que isso vai alem de não comer no MC Donalds. ôoo lucro safado. Eu não tinha a mínima idéia se as coisas estavam baratas ou caras, e como esta escrito na minha testa "Universitária otária" olhei pra tudo, anotei e dei meia volta.

Mas me bateu uma preguiça sobrenatural. Gente, eu preciso de uma mesa pra estudar. EU preciso de um guarda-roupa pra chamar de meu. Eu quero meu colchãozinho semi-ortopédico logo. Eu quero uma cadeira rotatória correndo. Liguei o foda-se e fiz aquilo que todo psicologo diz pra não fazer em prol do nosso crescimento: liguei pra minha mãe. Não era exatamente para pedir opinião.

Eu to atolada em provas. E ja estou me preparando pras subs, recs e quem sabe dp's da vida. Eu preciso estudar. Eu to sem tempo, poxa. Pedi pra minha mae, com muita gentileza, procurar as casas bahia pra mim. Ela escolheu meus móveis, de acordo com as medidas que eu passei, a cor deles. Ela mobiliou meu quarto, tudo sem mim, e a bondosa bahias vai me mandar sábadão. Mamãe está a duzentos quilômetros de distâcncia e escolheu tudinho, nem eu sei o que ela escolheu, mas ta valendo. Tudo isso sem eu sair de casa.

Olha só que legal, provavelmente eu terei um guarda-roupa bege, uma escrivaninha branca com cadeira preta e uma cama mogno. Tudo bem estudante né. Eu sei que ficou um tiquinho mais caro, mas pensando bem, nada como cheiro de móvel novo né. Não compensa gastar 2,20 de ônibus, fora a caminhada, o preço da penchincha.

Eu gosto é de fazer compras, mas aquelas avulsas sabe, as que a gente faz por puro impulso. Penchinchar me angustia demais. Não sei negociar preço, além do mais, sou desconfiada a beça. Não sirvo pra isso. Por mim, vou usar minha mae por um bom tempo pra comprar as coisas importantes, e eu fico pra comprar as fúteis.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Olha que burra,dá zero pra ela

Eu sento na cadeira e estudo. Me mato de estudar todo santo dia. Quando não pego no sono, presto atenção em tudo o que o professor fala e ainda anoto até as baforadas deles. Quando chego em casa, faço um esforço sobrenatural pra pegar no livro e fazer trucentos rascunhos de tudo o que aprendi na aula. Meu caderno está la, cheio de anotações.



E mesmo assim, EU NÃO SEI NADA. Parte do meu cérebro resolveu me sacanear, dizer: não, não quero gravar nada. Não quero entender de nada. Só quero dormir. Alias nem isso, nesses dias eu sonhei ACORDADA que estava na sala e a professora de Anatomia me colocou um chapéu de burro e me mandou ficar atrás da porta. Todo mundo ria muito da minha cara.



Insisto que meu QI ficou inverso ao meu tamanho, pequeno que só. Algo que só se vê no microscópio eletrônico. Será que eu fiquei burra ao entrar aqui ou só agora que eu descobri que era burra? Não sei.



Se for assim, então é verdade quando digo que só passei no vestibular porque alguém achou meu nome bonito. "Olha só que nome bonito dessa garota. Vamos dar uma chance pra ela e colocá-la na lista". Foi isso o que deu. Passei na sorte, mas to permanecendo aqui na base do azar.



O meu esquema é dar uma de Andrea (aquela do Ronaldinho) e começar a cobrar dos meus professores, de tanto que eles me fodem ( no sentido figurado da palavra). As vezes o esquema é esse... eu ganhar uma grana cada vez que eles me fodem nas provas. Eu ficaria rica, garanto. Ou não, até na profissão mais manjada do mundo eu poderia ser pobre.



Pro meu desespero nem posso ter sonhos de ganhar na loteria, nem pra jogar eu sirvo. Não tenho lotérica perto onde moro... e não tenho carro pra ir jogar em uma delas.



Tem gente que me chama de Forrest Gump, de tantas historias que eu costumo contar. Creio eu que meu apelido ta ficando assim também da minha inteligência ser igual a dele.