sábado, 16 de agosto de 2008

Vamos às compras

Toda cidade média-pequena tem uma rua principal só pra comércio, aqui é a Campos Salles (a nossa 25 de março). Como a cidade ta evoluindo, ja temos também a nossa Oscar Freire (Silva Jardim), se pá rola algumas dondocas passeiam com seus cachorrinhos.

Eu fui com a minha mãe procurar sapato branco pra começar o estágio no hospital. É curioso como quando a gente só esta olhando vitrine algumas vendedoras insistem em colar do nosso lado, não deixando a gente olhar em paz a nova coleção. Isso me irrita profundamente, principalmente quando elas grudam e ficam de cara amarrada. De acordo com algumas amigas que trabalham em loja, elas chamam cliente que querem ver de "caroço". Como a gente ta mal informada , eu achava que cliente deveria ser chamado de "aquele que paga meu salário" ou de "razão de eu ter um emprego".

Repetindo que eu fui procurar um sapato pra ir pra um hospital. É regra ser branco, fechado, não ter furos e sem salto. Todo mundo que trabalha em loja de sapato sabe disso. Então por que cargas d'água tem vendedora que enfia aquele sapato bege, com salto, aberto. Qual parte do "tem que ser branco" não deu pra entender?

Nessas horas você tem que respirar fundo e falar que não pode "é assim, assim e assado". Volta e meia, aparecia outro sapato nada haver no meio das caixas e escutar um "é que eu achei que você ia gostar". Não, eu não vou gostar.

E o pior é quando você fala que seu número é 38. Sim, eu sou 'pé-grande', parente de segundo grau do Abominável homem das neves. De acordo com a matemática, 38 é igual a 38, maior que 37 e menor que 39, percebam que é diferente desses dois números. Mas pras vendedoras, é tudo igual, "Ai, esse sapato tem numeração grande, experimenta esse que serve". Serviu nada, o meu número é 38 e não tem esquema.

Enfim, consegui achar o sapato perfeito mas levei o sapato "quase" perfeito. O quase perfeito estava em super-promoção (Adouro), é um da Picadilli. Adoro essa marca, tudo é tão confortável.

3 comentários:

Fabíola Ariadne disse...

Para aumentar tua cultura linguística informo que em Goiânia as "clientes que só querem ver" são chamadas de "nó cego"! E eu amo praticar esse esporte: nó-cegar.

Flá disse...

hIAHIUAIAIHAuhaIU,casquei,me identifiquei horrores...axo q vou imprimir "o cliente deveria ser chamado de 'aquele que paga meu salário' ou de 'razão de eu ter um emprego'." e andar pelas lojas aê!hAUiuaAHIAhAUIa

Priscila M.R. disse...

Tô dizendo...
lojas são todas iguais.
São poucas que realmente captam oq as clientes querem.