quarta-feira, 11 de junho de 2008

A prova de que eu sou azarada no romance também

É legal pensarmos em nós como “catadores” de vez em quando, mesmo que não pegue nem resfriado devido a falta de dindin pra pagar o remédio.

Ok ok, eu paquerei ou literalmente dei em cima de um cara esses dias. Pergunte me quem é o ser e eu direi que foi um interesse platônico. Temos amigos em comum, moramos na mesma cidade e o único encontro na rua, ele tava de carro perto de casa.

Olhei pra ele na balada, e ele tava sentando bem longe, com uma menina que subiu no palco pra dançar e minha amiga do lado. Pensei “puxa, demorei demais”. Mas me aproximei do mesmo jeito.

Estranho quando a gente se interessa por alguém que não sabe (ainda) da nossa existência, mas que a gente já fuçou e muito no terreno (facilidades do orkut). Quando ele ficou sozinha, bora eu dar uma de desentendida, puxar assunto como se eu não conhecesse.

No fundo eu sou mega tímida. De cara limpa eu não sei provocar ou fazer nenhum xaveco. Eu faço brincadeiras mas só quem nunca vai rolar nada. Pra ser sincera, acho que nem com um tico de álcool paquero. As vezes que baixa uma personagem diferente e um nego cai. Momentos raros.

Consegui pegar um papo com o campião. Outro costume besta que vem piorando: chamar os meninos de campião, amigo, cumpadi e coisas do gênero. Bobo, mas me faz sentir um moleque também. Me sinto mais a vontade.

Outro erro, puxei assuntos muito exatos com o menino, momento casas bahia (dedicação total a você). Lembrando agora, ele não perguntou nada sobre mim. Se ele começasse a falar sueco eu juro que tentava descobrir alguma palavra pra me mostrar. Nossa, como eu sou descolada.

Na hora de ir embora, la vai eu pedir carona. Todo mundo dentro do carro. E mais meninas junto. Ele saia de perto e eu no pensamento “Ui esse eu quero”. Até falei alto, toscamente, que com esse eu casava. Quem ouve pensa “que tonta”. Mal sabem que casamento só com o Matt Damon, essas coisas eu falo da boca pra fora. Já falei que sou mentirosa quando bebo.

Pulando pra parte que interessa. Mocinho me deixa perto de casa e eu tava total na dele. Tocava Rolling Stones, simpathy for the devil pra ser exata, e eu falei que era fã. Isso porque escutei a musica dos caras aos picados e o único show que vi foi aquele de copacabana foi aquele que passou na globo (e não tocou a minha favorita “Anybody seen my baby” ).

Por uma razão, o garoto sentou atrás no carro. Uma das meninas estava entre nós e eles começaram a conversar. Ela não queria que ele acendesse o cigarro, ai eu acabei acendendo pra ele (não foi sexy). Na hora de eu ir embora, dei um beijo no rosto dele perto da boca. Foi extremamente besta.

Ta eu vou explicar. Ele me ofereceu o rosto pra dizer tchau e eu juro que não mirei direito, era pra sair bochecha e saiu algo meio dado.

Quer dizer, sabe quando você acha que ta mega abafando mas na verdade a maquiagem ta borrada, o laquê (que eu não uso) já deu o prazo de validade e a escova já saiu com a água do suor.

Eu não sei direito a cara da menininha, que estava entre nós, ficou depois que eu sai, mas começo a achar que ela era a garota que ele queria ficar e eu atrapalhei. Ela é do tipo “inha”. Bonitinha, magrinha, chapinha, riquinha. E eu não sou nada disso, acredite em mim, e nem quero ser. Mas é esse o tipo que faz sucesso.

Quando eu ver esse menino na rua, ele não vai me cumprimentar. Provavelmente nem vai se lembrar. Eu vou passar por ele com meu fone de ouvido (tocando Duffy), com o cabelo cacheado e bagunçado, vou olhar pra baixo e dar muita risada comigo mesma.

P.s: ouvindo Comfortably Numb. Coincidentemente

Um comentário:

Flá disse...

Já disse td a respeito na privacidade do msn...hahuiaiahuahuia
Mas o texto eh super postável memo,viu,q bom q c postou!=)

bêjo