quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

barriga d'água

Ta ligado naquela conversa de "Magro de ruim"?
Eu sou a "gorda de ruim". Quase nunca como, quando o faço, enjoo, tenho fama de bulêmica e ainda sempre acima do peso.

Eu devo ser a pessoa mais lombriguenta do mundo. Mas se sou, isso se deve aos meus pais. Quando eu era pequena (7 anos), meu daddy comprou dois sacos de doces para meus primos do sítio. Até ai tudo bem, mas por que não comprou um pra mim também? Eu, que naquela época era uma socialista (vamos dividir), abri o saco e peguei um pouco pra mim e dei algumas balas pro meu irmão. Resultado: eu e o Guto levamos O xingo. Ele disse que a gente tinha doce a hora que quizessemos (mentira) e que meus primos pobrezinhos (tadinhos) não.

Pois é, minha mãe comprou uma caixa de chocolates. Pedi pra ela me dar um e a "loka" me diz que não "Por que são para os alunos dela e eu to bunduda". A cena se repetiu.

Uma das coisas que mais tenho vergonha na minha vida (e arrependimento), era de ir na casa de uma amiga e atacar a geladeira dela (ela "permitia" e a deselegância aqui abusava). Tão diferente de casa, a geladeira de lá era mais bonita que um supermercado. Uma outra amiga me disse "Sua mãe não compra coisa que você gosta pra comer?". Parei pra pensar e disse que na maior parte do tempo eu nem fico insistindo pra comprar algo pra eu comer, parece que vivo na vontade.

Fui no mercado e descobri que por mais que eu tivesse dinheiro na mão pra comprar o que quisesse, apenas não tinha vontade. Só sentia vontade de comer quando era inconveniente ou quando não podia.

Mais uma coisa do meu "pisicológico".

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