segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Sonhos Invertidos

Quando eu era pequena roubava o material de primeiros socorros do meu pai, vestia uma camisola azul, rasgava minhas bonecas e depois as costuravas. Era assim que eu vivia meu sonho de ser médica.
Cresci e aprendi a odiar (e muito) as materias principais pro vestibular mais difícil. Talvez estudar em escola pública não colaborou muito pra concretizar esse meu "desejo". Não tem problema, afinal eu não pretendo seguir essa carreira mesmo.
No momento estou prestes a seguir o pesadelo da minha infância. Eu tinha pavor de ir no banco. Só de passar na frente do Banespa eu tinha vontade de abrir a boca e começar o escândalo. Agora o Santander parece o emprego "mais que perfeito".
Como é que pode a vida me mostrar um caminho tão oposto ao que eu esperei? A gente cresce, mas é difícil abandonar aqueels sonhos mais doces de criança. Em que momento se errou? Talvez foi justo naquela hora em que se permitiu que o mundo opinasse sobre "o que era melhor pra gente".






"Sonhos são que nem filhos. Ou a gente cria, ou são mais um no mundo."



Um comentário:

Leon disse...

hehhae. adorei... ironias da vida né ^^